terça-feira, 8 de junho de 2010

Pagando bem que mal tem.


Dois amigos de infância descobrem o vínculo amoroso na fase adulta. Eis um tema que fatalmente renderia uma comédia romântica açucarada como tantas outras, no entanto ,o filme Pagando bem que mal tem de Kevin Smith supera o lugar comum com boas doses de escatologia e os habituais diálogos “indecentes” da obra do diretor, a qual inclui títulos como Dogma e Procura-se Amy.

E vamos ao filme.Os amigos Zack( Seth Rogen) e Miri (Elizabeth Banks) dividem um apartamento decadente e estão atolados em dívidas. Para pagar as contas, além da luz e a água cortados em virtude de atrasos no pagamento, decidem gravar um filme pornô. Ambos convidam alguns amigos tão ( ou mais ) insanos para atuarem nesses filmes. A ‘filmografia’ roteirizada por Zack com títulos inspirados em clássicos do cinema e as cenas de sexo explícito desajeitado são engraçadíssimas.

No primeiro ato o humor escrachado com diálogos sacanas e ,obviamente, politicamente incorretos predominam na apresentação dos personagens . Zack é funcionário de uma lanchonete pouco freqüentada, preguiçoso e desbocado, bem interpretado por Seth Rogen , ele é responsável pelas principais seqüências cômicas, como no momento pelo qual corteja a recepcionista de uma festa esbanjando seu senso de humor peculiar; ou na conversa com um personagem( este aparece pouco mas considero um dos mais engraçados do filme) que revela-se ator de filme pornô gay. Aliás, vale destacar a sequencia em que o ‘ator’ discute a relação com o namorado.

Miri revela-se igualmente desajustada, bebe exageradamente e em determinado momento tenta um galanteio forçado e vulgar com um rapaz o qual se sente sexualmente atraída. Minutos depois, ao saber a profissão do rapaz, ela fica frustrada e vai beber.

O filme tem leve mudança de tom no segundo ato, pois a história ganha contornos românticos, com o inevitável enlace amoroso entre os protagonistas após a primeira transa. O enredo torna-se previsível mas sem escapar para o pieguismo, graças a boa safra de coadjuvantes que não deixam os aspectos non sense sumirem. Reparem na cena da ‘prisão de ventre’.

Em tempos de baixa no gênero, Pagando bem que mal tem é uma comedia que une o humor escatológico ao romance. E tem êxito.

3 comentários:

Fernanda Elisa disse...

Olá, Bru!

Eu sei que com entendido de cinema é difícil discutir, mas preciso confessar que ODIEI ESSE FILME!

Achei previsível. Eu já sabia na primeira cena que eles descobririam o amor transando de "mentirinha" nas filmagens.

Não sei se sou capaz de alugá-lo de novo pra reparar com mais atenção aos outros detalhes reparados por vc...

É que sempre acho que qualquer filme tem que ter a idéia central boa e as demais TAMBÉM, saca? Não acho que devo ter que me agarrar em detalhes pra gostar do filme...rsrs

Tá feito aqui a minha crítica!! rsrs


Beijooones, Carioca Lindo

Luiz Brisa disse...

parece ser legal xD

thais nepo disse...

eu adoooro este filme.